POESIANECESSÁRIA
Quinta-feira, Março 29, 2012
Quinta-feira, Outubro 06, 2011
SEGUNDA E TERÇA – FEIRA SERÃO ANIMADAS NA 5ª MITI - MOSTRA INTERNACIONAL DE TEATRO INFANTIL DE CUIABÁ.
O CIRCO
Cia VostraZ

11/10 (Terça – Feira)
GUARDA ZOOL
Cia Circo de Bonecos – SP

NOVIDADE CINE MITI


No dia 13/10 ás 8h:30 a dupla vai participar de um bate- papo com as crianças e falar um pouquinho do trabalho deles no cinema.
Quando: 08 a 16/10
Onde: Teatro Universitário e Centro Cultural da UFMT
Horários: Teatro: Matutino às 9h e Vespertino às 15h
Centro Cultural: Matutino das 8h30 e Vespertino às 14h
Sábado, Setembro 17, 2011
Novos poetas 'pulam para fora da página'
criam poesia com recursos eletrônicos
Para estudioso de poesia digital, apesar das mídias diversas, a palavra é o foco dessa nova geração.
MARCIO AQUILES
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA
A poesia em meios não impressos firmou-se como espaço de experimentação na literatura contemporânea.
Os poemas digitais, por exemplo, utilizam a hipertextualidade da
internet para criar uma leitura fragmentária, conduzida de acordo com os cliques do leitor.
Álvaro Andrade Garcia desenvolveu o software "Sítio de Imaginação" (www.ciclope.art.br), onde cria e publica seus poemas.
"É um ambiente que permite a qualquer internauta manter fluxos interativos com texto escrito, falado, audiovisual, música ou imagem gráfica. Essa interatividade permite que poetas e leitores contribuam mutuamente na criação poética", afirma.
Já o poeta Márcio-André apresentou no início do mês "Debug Is on the Table", no Centro Cultural São Paulo. O poema-instalação foi controlado da Espanha pelo artista, com o uso de uma webcam. Ele manipulava a poesia por meio de sons e imagens, interagindo com as pessoas que se aproximavam.
"Interessa-me dessacralizar aquilo que foi estabelecido enquanto instituição, como a poesia impressa em livro, para tornar o poema tão livre quanto o foi nos períodos em que era raramente escrito. Uma poesia corporal, ainda que escrita em bites."
O performer Marcelo Sahea enfatiza que a poesia é anterior à escrita e está mais próxima da música e das artes visuais que da literatura.
"A performance, por ser uma modalidade fronteiriça e interdisciplinar, permite ao poeta aglutinar várias linguagens em um mesmo ambiente. Isso dá potência à palavra poética e expande as possibilidades de comunicação entre artista e público."
O escritor André Vallias, por sua vez, migrou para uma poesia matemática. "Minha atividade literária se iniciou sob o influxo da poesia concreta. O poeta é acima de tudo um homem de números, e não de letras."
Martha Gabriel participará em janeiro de uma exposição em Nova York,
onde apresentará o trabalho "Crystal Ball" (www.crystalball.art.br),
que "extrai poética dos 'trending topics' do Twitter traduzidos pelo 'Google Imagens'".
Para o professor Jorge Luis Antonio, autor do livro "Poesia Digital", os poetas que usam hipermídia e os performáticos compõem a nova geração que trabalha com a "poesia fora da página".
"Alguns fazem apresentações em público, na mesma linha dos dadaístas do Cabaret Voltaire, no começo do século 20. Outros fazem poesia 'cíbrida' [contração de 'híbrido' e 'cibernético'], com uso de arte, design e tecnologia. O importante é que todos focam nos aspectos poéticos."
Sarau da Cooperifa faz dez anos em momento de alta da poesia
Divulgação
O poeta Márcio-André durante apresentação performática de
"multitubetextura", na Casa das Rosas de São Paulo.
Em outubro de 2001, os poetas Sérgio Vaz e Marco Pezão organizaram,
num bar de Taboão da Serra, na Grande São Paulo, o primeiro Sarau da
Cooperifa.
Quase ninguém soube, quase ninguém viu -e durante um bom tempo foi
assim. Dez anos depois, e desde 2003 em outro endereço, um boteco no
Jardim Guarujá, zona sul da capital, o encontro poético é um acontecimento da periferia paulistana.
Fundador da Cooperifa (Cooperativa Cultural da Periferia), Vaz, sete
livros publicados, criou filhotes do sarau.
Fez a Semana de Arte Moderna da Periferia, a Mostra Cultural da Cooperifa, a Poesia no Ar (balões soltos com versos), a Chuva de Livros, o Cinema na Laje, o Ajoelhaço (em que homens pedem perdão às mulheres) etc.
E o sarau irradiou poesia pelas bordas da cidade. Há pelo menos 50 encontros do tipo em São Paulo, a maior parte na periferia. Dos saraus surgiram escritores elogiados -como o próprio Vaz, Binho e Sacolinha- e um nicho editorial.
Saíram da periferia iniciativas como as Edições Toró, de Allan da Rosa, e o Selo Povo, de Ferréz -que não faz sarau, mas os elogia e vai a muitos lançar seus livros. Até uma editora tradicional, a Global, criou um selo de literatura periférica.
O movimento das franjas ganhou o respeito do centro, "do outro lado da
ponte". "Estamos no meio de uma revolução. A poesia, que até o século passado era vista como arte de elite, está mudando de dono e de classe social,
indo para a periferia. É a coisa mais importante da literatura brasileira hoje", diz o poeta Frederico Barbosa, diretor da Casa das Rosas, que abriga saraus na avenida Paulista, organizados com o auxílio de Marco Pezão.
A professora da UFRJ Heloisa Buarque de Hollanda vê essa cena como um
renascimento "dos velhos saraus de salão do século 19" transfigurados, um "rito de passagem entre o privado e o público". A onda poética periférica se junta a um bom momento para a poesia no mercado editorial. Novas coleções são lançadas e poetas inéditos chegam ao país.
Esta edição voltada ao verso destaca ainda o novo livro de Francisco Alvim, novas expressões poéticas em meios não impressos e a obra do crítico americano David Orr, que discute o significado de ler poesia hoje. (FABIO VICTOR)
Quarta-feira, Julho 13, 2011
Prêmio de Fotografia Ciência e Arte
O Prêmio de Fotografia Ciência e Arte foi concebido como um marco para a criação do acervo de imagens relativas à produção e à criação técnica e científica brasileira. O Prêmio revela talentos e traz uma tendência relativamente recente no âmbito acadêmico científico mundial de associar as tecnologias tradicionais e inovações eletrônico-digitais à produção de imagens com temas sobre pesquisa científica, tanto quanto objeto como produto de estudos e análises fundamentados na ciência.
http://www.cnpq.br/premios/2011/pf/inscreva.html
Segunda-feira, Julho 11, 2011
Literatura Brasileira
MinC lança, na Flip, edital de apoio à divulgação de obras de autores brasileiros no exterior
O Ministério da Cultura (MinC) está lançando o maior prêmio de sua história para a divulgação de obras literárias brasileiras no exterior. Nesta quarta-feira, durante as atividades de abertura da 9ª Festa Literária Internacional de Parati (9ª Flip), no Rio de Janeiro, a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou o edital Programa de Bolsas de Tradução e Publicação de Reedições, da Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MinC), que está disponibilizando R$ 12 milhões, do Fundo Nacional da Cultura (FNC), para a divulgação de obras brasileiras no mercado internacional.
A ministra Ana de Hollanda, em seu pronunciamento durante o anúncio do programa, disse que o mercado internacional vive um momento favorável para a divulgação da literatura brasileira, pois há um grande interesse em temas e obras nacionais. “O Brasil é o país do momento e está na vitrine do mundo”, comentou a ministra. Ela disse que a participação nas feiras literárias de Frankfurt (Alemanhã/2013) e Bologna (Itália/2014) e o Festival Europalia (Bruxelas/2011), onde o Brasil é o pais homenageado, são excelentes oportunidades para a divulgação dos livros de escritores brasileiros.
O presidente da Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Galeno Amorim, que acompanhou a ministra no evento, disse que a expectativa no MinC com este aumento de recursos para apoiar a área é de triplicar o número de obras nacionais editadas fora do país. Com o novo edital os investimentos no setor vão mais do que dobrar, passando de R$ 1,303 milhões, aplicados na última década, para R$ 12 milhões nos próximos dez anos.
Os recursos serão oferecidos a editoras estrangeiras que desejarem traduzir, reeditar, publicar e distribuir, no exterior, livros impressos e digitalizados de autores e editoras nacionais. O Programa está acessível nos seguintes gêneros literários: romance, conto, poesia, crônica, obra de referência, infantil e/ou juvenil, ensaio literário, ensaio social, ensaio histórico e antologias de poemas e contos.
O edital deverá ser publicado no Diário Oficial da União (DOU) nos próximos dias. Para o biênio 2011/2012 estão sendo ofertados recursos na ordem de R$ 2,100 milhões e as inscrições do edital ficarão abertas ininterruptamente. O valor das bolsas oferecidas para a tradução de obras brasileiras irão variar de US$ 1 mil a US$ 8 mil e as editoras interessadas em reeditar obras de autores brasileiros que estejam fora de mercado receberão apoio financeiro de até Us$ 4mil.
A divulgação do edital no exterior contará com as parcerias do Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Festa Literária Internacional de Parati (Flip)
A ministra Ana de Hollanda acompanhou ainda a Conferência de Abertura da 9ª Edição da Flip,às 19h, que teve como palestrantes Antônio Cândido e José Miguel Wisnik, além de show com a cantora Elza Soares.
A Flip passou a ser reconhecida como um dos principais festivais literários do mundo inteiro, caracterizada não só pela qualidade dos autores convidados, mas também pelo entusiasmo do público e pela hospitalidade da cidade. O evento é realizado pela Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), Associação Casa Azul, e conta com apoio do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Lei Rouanet.
Em sua nona edição, neste ano, serão realizados cerca de 200 eventos que incluem desde debates, a shows, exposições, oficinas, exibições de filmes e apresentações de escolas, entre outras atividades. Importantes autores da literatura nacional e internacional participam da festa literária de Parati este ano, entre eles, nomes como João Ubaldo Ribeiro (Brasil), Andrés Newman (Argentina), Emmanuel Carrère (França), Kamila Shamsie (Paquistão) e Marcelo Ferroni (Brasil). O escritor modernista brasileiro, Oswald de Andrade (1890-1954 ), será o artista homenageado deste ano na 9ª Flip.
(Texto: Patrícia Saldanha, Ascom, MinC)
(Fotos: André Melo, Ascom/MinC)



